Olhamos para as telas de nossas engenhocas eletrônicas com a intensidade e a constância com que Narciso olha para o espelho d’água, esperando sermos restaurados ou afirmados em nossa identidade não pelo mundo a nossa volta, não nos processos de nosso mundo interior, mas por meio da quase sempre inane mensagem de outros que, virtualmente, reconhecem nossa existência e cuja existência nós virtualmente reconhecemos.
– Alberto Manguel, in “Uma história natural da curiosidade”; tradução de Paulo Geiger.

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