O Baobá vive de três a seis mil anos. Originou-se na África, é árvore sagrada. O Baobá representa também preservação e é objeto de culto, com velas, fitas, ex-votos como se fosse santo. Conhecido nos meios científicos com o nome de Adansonia Digitata, o baobá, quando adulto, é considerada a árvore que tem o tronco mais grosso do mundo, chegando em alguns casos, a medir 20 metros de diâmetro. São árvores seculares, testemunhas vivas da história, que chegam até aos 6.000 anos de idade.
O Baobá é uma das árvores mais antigas da terra. Modernos métodos de avaliação, tal como o do carbono radioativo, revelam que uma árvore de 5 metros de diâmetro (a média é de 10 metros) tem 1.010 anos de idade. Antes da utilização de técnicas avançadas, a idade dessas árvores era avaliada pela leitura de datas inscritas no tronco pelos primeiros exploradores alguns deles do século XV.
Poderemos apreciar o sistema de polinização dessa planta, onde os "espíritos mágicos", os macacos que se escondem no oco e gigantesco tronco, durante o dia, e seus vizinhos, os morcegos, que percorrem longas distâncias, á noite, vêm sugar o doce néctar das flores. Essas flores têm 20 cm de diâmetro e parecem estar penduradas de cabeça para baixo, em forma de sino. Elas têm apenas 24 horas de vida O odor forte de almíscar atrai moscas varejeiras e outras agentes polinizadoras. O odor parece de carniça devido a presença de escatol, e sai rapidamente qualquer sentimento romântico em relação a árvore. Os animais sugam o néctar, e assim atuam como vectores para o pólen que adere aos seus pelos faciais. Essa árvore é um hotel para lagartas, muitas espécies de pássaros e insetos, tais como o louva-a-deus gigante capaz de devorar uma lagartixa viva. A mariposa fecha as asas e parece um espinho de acácia. Parece que o galho está coberto de espinhos. Na base do tronco no chão vivem o bicho-pau. A maior parte do ano o baobá está sempre desfolhado. O baobá é lugar de caça.
O poeta Diogenes da Cunha Lima, comprou um terreno em Natal, Rio Grande do Norte para salvar uma árvore, um gigantesco baobá. São conhecidas apenas 20 árvores no país. Em Pernambuco estão dezesseis, 3 no Rio Grande do Norte 1 no Ceará e 1 no Rio de Janeiro. O Baobá se transformou num dos principais personagens do livro O Pequeno Principe, de Saint-Exupéry, editado pela primeira vêz, em Nova York, em 1943. Diogenes da Cunha Lima garante que antes de ser famoso na década de 30, Saint-Exupéry pousou seu avião em Natal, e foi na cidade do Sol que êle conheceu o baobá.
"O solo do planeta estava infestado. E um baobá, se a gente custa a descobri-lo, nunca mais se livra dele. Atravanca todo o planeta, é pequeno e os baobás numerosos, o planeta acaba rachando. Meninos! Cuidado com os baobás!" (Antoine de Saint-Exupéry, em O Pequeno Principe.)
O famoso Baobá da Praça da República, em frente ao Palácio do Governo Estadual, é uma árvore originária da África, cuja exuberância e robustez de seu tronco é peculiar, tendo este magnífico exemplar sido tombado pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal em 1986.
Fonte:
Autora: Maria Luiza Lacerda Soares
Textos transcritos do artigo do Dr. Diogenes da Cunha Lima e Claire Dellatola
Colaboração do Professor Mauricio Wieler






Nenhum comentário:
Postar um comentário